
A noite é meu melhor abrigo quando, sem saber porque, sinto uma desesperança se aproximar. É como se com a escuridão que domina o céu me servisse de esconderijo habitado apenas por pequenos pontos luminosos, fieis e silenciosos interlocutores.
Pode ser também que minha afinidade com o anoitecer seja apenas satisfação inconciente por saber que se aproxima o fim de mais um dia. Não que desgoste da vida, ou seja depressivo a ponto de não querer a luz do sol. Apenas os dias tem sido tão difíceis, vejo tanto por fazer e quase ninguém sinceramente disposto a se assumir como timoneiro que duvido do meu desejo de melhorar o mundo.
Não me acredito especial por qualquer motivo que seja. Talvez disfarce bem quando preparo um discurso com boas palavras e ponho no rosto a convicção absoluta naquilo que pronuncio. De fato, duvido de mim mesmo, da vida que há por vir, das intempéries de um amanhã excessivamente desafiante para alguém fatigado por suas incertezas.
Confesso que sinto um desejo imenso de tornar as coisas melhores para os que me cercam. Preciso, até, disso para completar algo ainda incompleto cá dentro. No entanto, as vezes, vejo tanto do que há de ruim no mundo, nos atos das pessoas, nos meus próprio, que desacredito de tudo. É sempre mais do mesmo: disputa de egos, quem “sabe” mais, tem mais, é mais... Por quê?? Ninguém mais crer que menos pode ser melhor, que estar um pouco abaixo pode ser mais agradável!? Já sei, já sei: discurso dos fracos, esse. Coisa de quem nunca será o melhor em nada, um fracassado. É que sempre acreditei que havia algo além do ser, do ter, do papel encenado, da disputa despropositada. Mas já não estou tão certo assim.
Aí, então, fraco eu, não resisto e me permito a diversão. Seliciono os mais vis, desleais e os observo, pretenciosamente. Coisa ilegal o que faço, mas que adoro. Invado a privacidade alheia, sorrateiramente, aos poucos. Claro que existem os mais precavidos que desde muito se cercaram de artefatos de segurança. Até funciona, a dissimulação, o desinteresse calculado, as mensagens antagônicas (só os mais espertos utilizam esse recursso. Os bobos morrer negando – uma confissão!). Só que não há como. E são os detalhes que denunciam, sempre, a verdade oculta por máscaras, palavras, pequenas educações. O real (se existe) não se entrega facilmente. Fica escondido, lançando pedras sem mostrar a mão. Só não invisível. Basta mesmo apenas observar, com paciencia, e por uma fresta, mínima, aquilo indesejado, feio, condenável, se revela profundamente enraizado no Samaritano polido e comportado.
Não deveria abalar-me por isso: assim mesmo, o ser humano. Tendo me habituar a essa idéia. Sem pressa, deixo que aconteça. Acompanhado pela pouca luz, pela paz do vento frio que a noite traz, sinto o peito mais leve. Ainda há muito cá dentro, e não é vazio o que sinto. Apenas conforto, apesar das dores. Quem sabe um dia não mudo de gosto, escrevo sobre o sol, a praia, o dia. Por agora, fico com a noite, mais amena, tranquilizadora, e que me faz sentir seguro.
Não deveria abalar-me por isso: assim mesmo, o ser humano. Tento me habituar a essa idéia. sem pressa, deixo que aconteça. Acompanhado pela pouca luz, pela paz do vento frio que a noite traz, sinto o peito mais leve. Ainda há muito cá dentro, e não é vazio o que sinto. Apenas conforto, apesar das dores. Quem sabe um dia não mudo de gosto, escrevo sobre o sol, a praia, o dia. Por agora, fico com a noite, mais amena, traquilizadora, e que me faz sentir seguro.
Um dia, mudo e escolho a insegurança. Ei de buscar a aventura.
Pode ser também que minha afinidade com o anoitecer seja apenas satisfação inconciente por saber que se aproxima o fim de mais um dia. Não que desgoste da vida, ou seja depressivo a ponto de não querer a luz do sol. Apenas os dias tem sido tão difíceis, vejo tanto por fazer e quase ninguém sinceramente disposto a se assumir como timoneiro que duvido do meu desejo de melhorar o mundo.
Não me acredito especial por qualquer motivo que seja. Talvez disfarce bem quando preparo um discurso com boas palavras e ponho no rosto a convicção absoluta naquilo que pronuncio. De fato, duvido de mim mesmo, da vida que há por vir, das intempéries de um amanhã excessivamente desafiante para alguém fatigado por suas incertezas.
Confesso que sinto um desejo imenso de tornar as coisas melhores para os que me cercam. Preciso, até, disso para completar algo ainda incompleto cá dentro. No entanto, as vezes, vejo tanto do que há de ruim no mundo, nos atos das pessoas, nos meus próprio, que desacredito de tudo. É sempre mais do mesmo: disputa de egos, quem “sabe” mais, tem mais, é mais... Por quê?? Ninguém mais crer que menos pode ser melhor, que estar um pouco abaixo pode ser mais agradável!? Já sei, já sei: discurso dos fracos, esse. Coisa de quem nunca será o melhor em nada, um fracassado. É que sempre acreditei que havia algo além do ser, do ter, do papel encenado, da disputa despropositada. Mas já não estou tão certo assim.
Aí, então, fraco eu, não resisto e me permito a diversão. Seliciono os mais vis, desleais e os observo, pretenciosamente. Coisa ilegal o que faço, mas que adoro. Invado a privacidade alheia, sorrateiramente, aos poucos. Claro que existem os mais precavidos que desde muito se cercaram de artefatos de segurança. Até funciona, a dissimulação, o desinteresse calculado, as mensagens antagônicas (só os mais espertos utilizam esse recursso. Os bobos morrer negando – uma confissão!). Só que não há como. E são os detalhes que denunciam, sempre, a verdade oculta por máscaras, palavras, pequenas educações. O real (se existe) não se entrega facilmente. Fica escondido, lançando pedras sem mostrar a mão. Só não invisível. Basta mesmo apenas observar, com paciencia, e por uma fresta, mínima, aquilo indesejado, feio, condenável, se revela profundamente enraizado no Samaritano polido e comportado.
Não deveria abalar-me por isso: assim mesmo, o ser humano. Tendo me habituar a essa idéia. Sem pressa, deixo que aconteça. Acompanhado pela pouca luz, pela paz do vento frio que a noite traz, sinto o peito mais leve. Ainda há muito cá dentro, e não é vazio o que sinto. Apenas conforto, apesar das dores. Quem sabe um dia não mudo de gosto, escrevo sobre o sol, a praia, o dia. Por agora, fico com a noite, mais amena, tranquilizadora, e que me faz sentir seguro.
Não deveria abalar-me por isso: assim mesmo, o ser humano. Tento me habituar a essa idéia. sem pressa, deixo que aconteça. Acompanhado pela pouca luz, pela paz do vento frio que a noite traz, sinto o peito mais leve. Ainda há muito cá dentro, e não é vazio o que sinto. Apenas conforto, apesar das dores. Quem sabe um dia não mudo de gosto, escrevo sobre o sol, a praia, o dia. Por agora, fico com a noite, mais amena, traquilizadora, e que me faz sentir seguro.
Um dia, mudo e escolho a insegurança. Ei de buscar a aventura.
Um comentário:
Que texto lindo Adalto. Tão profundo, tão sincero. Me identifico muito com o que escrevestes. "Seliciono os mais vis, desleais e os observo, pretenciosamente. Coisa ilegal o que faço, mas que adoro."
Muiiitooo bom. Pensando bastante a respeito! :D
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